Invariavelmente

Invariavelmente

Invariavelmente foi o livro apresentado como monografia para a conclusão do curso de Letras, habilitação Formação do Escritor, da PUC-Rio, no ano de 2010.
Foi encadernado artesanalmente em técnica tradicional japonesa, onde duas costuras são utilizadas: (i) Interna (nokotoji): uma tira de Koyori washi (papel tradicional) é enrolada até formar uma linha, tendo esta força superior a qualquer algodão ou linho; (ii) Externa: possui função mais ornamental, feita com linha de algodão encerado (cera de abelha).
Foram utilizados diversos papéis tradicionais japoneses, chamados Washi, produzidos artesanalmente por meio das fibras do arroz. Entre os escolhidos estão o Obonai com fibras douradas, o Asarakusui, e alguns Lace, como o Sekainami e o Ouro/Prata.
O miolo utilizou papel Casca de Ovo (Filipaper) de 90 m/g2, enquanto a capa foi produzida em papel artesanal de autoria própria.
Há vários métodos de costura e formato, mas foi escolhida a costura tradicional de quatro furos, com folhas agrupadas individualmente (sem tomos).
Para a confecção do livro duas fases foram necessárias, a primeira sendo a escrita em si. A maioria dos textos foram produzidos entre os anos de 2005 e 2010, tanto por motivos acadêmicos quanto pessoais, porém alguns possuem data anterior.
Os textos foram revisados – principalmente – por duas pessoas: Paulo Henriques Britto e José Carvalho de Azevedo.
A segunda fase foi a diagramação, onde os textos foram separados em duas brochuras, uma para poesia e outra para prosa, sendo unidas por uma jaqueta de couro. Alguns pontos poderiam ter vindo também de técnicas tradicionais japonesas, porém considero suas influências externas, como o relevo seco e a jaqueta em couro, que levaram em conta a proposta de ampliar o lado sensorial do livro. Os relevos foram feitos inteiramente de forma artesanal, desde a confecção dos moldes, até sua aplicação (com boleador) em cada uma das folhas. O couro surgiu primeiramente por minhas raízes sulistas, onde ocupa lugar de destaque nas memórias visuais, olfativas, táteis, etc. Em segundo lugar, o couro remete às encadernações antigas, onde era o material mais prático e resistente para tal.

Ano: 2010
Formato: 13 x 19,5
Quantidade: 30 exemplares
Encadernação: tradicional japonesa de quatro furos