Marcas no Corpo

Marcas no Corpo

Marcas no Corpo foi o livro apresentado como dissertação para a conclusão do mestrado em Letras, Escrita Criativa, da PUCRS, no ano de 2013.
Acompanham o livro duas pastas: (i) manuscritos, de onde foram retirados os embriões para a parte visual; (ii) índice e instruções, para que a ordem primeira permanecesse existindo mesmo após a intervenção, e para que o leitor não deixasse de intervir por pudor ou medo.
Também acompanha o livro um ensaio, onde são analisados os conceitos propostos à luz da teoria. O ensaio conta ainda com uma descrição detalhada do livro e de cada página individualmente, além de conter os fac-símiles do diário criacional como anexo.
Foram privilegiados textos que não ultrapassassem a metragem das folhas, de maneira que cada página corresponde a um texto. O principal material usado é o papel, sejam os brancos de 150m/g (vergê, marmorizado, liso, casca de ovo) como base para as texturas e composições, ou os pré-texturizados, cintilantes, translúcidos, japoneses, artesanais, etc. Outros materiais largamente usados são gesso acrílico, pasta de modelar, tinta acrílica e aquarela, recortes, colagens e fotografias. Alguns materiais diferentes foram utilizados para páginas específicas, como o miolo de flor (Pater Noster), relevo seco (Acima e Espera), craquelado (Ar e Seios), cordões (Átomos e Doce Ilusão), técnica de ferro falso (Bom dia), gesso de obra (Casa), cílios postiços (Contato), tinta de tecido (Cores), fita washi (Números), cravo em pó (Obrigue), emboss (Semana), desenho/carvão (Satisfação), costura (Sangue), escrita semi-manual (Raízes e Membros) e folhas secas (Protocolo). Em relação às imagens e fotografias, com excessão das ephemeras de alguns textos, da imagem de Café, e da fotografia de Manhã, todas são de autoria própria.
As páginas com textura foram preparadas com gel especial e impressas com imagem e texto. Foi um desafio imprimir textos, e não apenas frases mais soltas em texturas, uma vez que o gel não foi criado com tal propósito. Outro ponto a ser considerado é o de que as páginas não foram criadas levando em consideração o verso, pois cada uma delas foi proposta como uma espécie de quadro. Algumas foram posteriormente coladas sobre folhas brancas, para dar maior firmeza, enquanto outras, como Dentro e Sangue, foram deixadas com as colagens e costuras aparentes no verso.
O livro foi fotografado em mesa estativa para a montagem de um catálogo que irá acompanhar a exposição do mesmo, a acontecer em 2016.

Ano: 2013
Formato: 20 x 27
Quantidade: 1 exemplar
Encadernação: folhas individuais em caixa shiho shitsu